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Melhor Guitarra para Tocar Metal: Modelos Headless

Maíra Cotrim
Maíra Cotrim
6 min. de leitura

Escolher a melhor guitarra para tocar metal exige ir além da estética agressiva. A precisão técnica, a estabilidade da afinação e a capacidade de lidar com altos níveis de ganho são fundamentais.

Neste guia, fugimos do convencional para explorar modelos exóticos com design headless e braço duplo. Estas guitarras representam a vanguarda do metal moderno, ideais para músicos que buscam performance extrema, ergonomia superior e um visual que domina o palco.

Analisamos duas opções que transformam a experiência de tocar riffs pesados e solos complexos.

Captadores e Design: O Que Define o Som Metal?

O coração de qualquer guitarra voltada para o Heavy Metal reside nos seus captadores. Para este gênero, os Captadores Humbucker são a norma obrigatória. Eles cancelam o ruído de fundo (hum) que se torna insuportável ao usar pedais de distorção de alto ganho.

Diferente dos single-coils, os humbuckers oferecem um som encorpado, com graves definidos e médios cortantes, essenciais para que o som da guitarra não desapareça em meio à bateria e ao baixo.

A saída (output) desses captadores deve ser alta para saturar o amplificador mais facilmente.

Nossas análises e classificações são completamente independentes de patrocínios de marcas e colocações pagas. Se você realizar uma compra por meio dos nossos links, poderemos receber uma comissão. Diretrizes de Conteúdo

O design físico do instrumento afeta diretamente o sustain e a tocabilidade. Madeiras como Mogno e Basswood são frequentemente escolhidas por sua ressonância grave e peso equilibrado.

No metal moderno, o design ergonômico é vital. Corpos com cortes profundos (cutaways) permitem acesso total à 24ª casa, facilitando a execução de arpejos e escalas rápidas nas regiões mais agudas do braço.

A construção do braço deve ser fina e rápida, permitindo que a mão esquerda deslize sem atrito durante passagens técnicas velozes.

Análise: As 2 Melhores Guitarras Exóticas para Metal

Selecionamos dois instrumentos que rompem com a tradição. São guitarras para quem não tem medo de inovar e precisa de ferramentas específicas para subgêneros como Djent, Prog Metal e Tech Death.

A ausência do headstock (mão da guitarra) e a configuração de braço duplo nestes modelos oferecem vantagens mecânicas e sonoras que guitarras comuns não conseguem entregar.

1. Guitarra Elétrica Headless Roxa Braço Duplo

Maior desempenho
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Esta guitarra headless de braço duplo é a definição de versatilidade e presença de palco para o guitarrista de metal progressivo. Ter dois braços no mesmo instrumento permite configurações de afinação distintas ou a combinação de sonoridades diferentes (como 12 cordas em um braço e 6 no outro, ou afinações padrão e Drop D) sem a necessidade de trocar de instrumento no meio da música.

O acabamento roxo vibrante garante que o músico seja o centro das atenções. O design headless aqui é estratégico: em uma guitarra double-neck tradicional, o peso dos headstocks cria um desequilíbrio severo (neck dive).

Ao remover as mãos, o centro de gravidade recua para o corpo, tornando o instrumento tocável por longos períodos.

Para o músico de estúdio ou de banda cover que precisa cobrir uma vasta gama de texturas sonoras, este modelo é a solução definitiva. A construção sólida e a configuração de captadores humbucker em ambos os braços garantem que, independentemente do braço escolhido, o timbre terá o peso e a definição necessários para o metal.

As tarrachas de afinação localizadas na ponte oferecem uma estabilidade superior e um ajuste mais fino, algo crítico quando se gerencia a tensão de dois conjuntos de cordas simultaneamente.

Prós
  • Versatilidade extrema com dois braços funcionais
  • Equilíbrio ergonômico superior a double-necks com headstock
  • Estabilidade de afinação na ponte
  • Visual exótico e impactante para shows ao vivo
Contras
  • Peso total elevado comparado a guitarras simples
  • Ajuste e manutenção de dois tensores exige experiência
  • Exige case ou bag customizado devido ao formato

2. Guitarra Elétrica Headless Amarela Customizada

Nossa escolha
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Se o seu foco é velocidade, precisão e mobilidade, este modelo headless amarelo customizado é a escolha ideal. Projetada para o shredder moderno, esta guitarra elimina todo o peso desnecessário.

A ausência do headstock reduz drasticamente o comprimento total do instrumento, tornando-o perfeito para transporte em viagens e palcos apertados. A cor amarela vibrante remete à era das "super strats" dos anos 80, mas com uma engenharia do século 21.

O perfil do braço é construído para facilitar a execução técnica, permitindo saltos de cordas e legatos com o mínimo esforço.

A sonoridade é focada e direta. Com captadores de alto ganho instalados diretamente no corpo compacto, o ataque da palheta é imediato. A ressonância em guitarras headless tende a ser mais uniforme ao longo da escala, eliminando "dead spots" (notas mortas) que às vezes ocorrem em braços de madeira tradicionais.

Para guitarristas de Djent e Metalcore que utilizam afinações baixas e exigem clareza nota a nota em acordes complexos, a tensão das cordas ancoradas na ponte oferece uma resposta tátil firme e controlada.

Prós
  • Extremamente leve e portátil
  • Acesso facilitado às casas mais agudas
  • Estética vibrante ideal para palco
  • Excelente estabilidade de afinação para técnicas de bend
Contras
  • Pode exigir cordas com ponta dupla ou adaptadores
  • Visual pode não agradar puristas do metal clássico
  • Falta de massa no headstock altera ligeiramente a sensação de vibrato

Nossas recomendações de como escolher o produto foram úteis para você?

Guitarra Headless vs Tradicional no Metal

A transição de uma guitarra tradicional para uma Guitarra Headless envolve mais do que estética. No metal, onde a performance física é intensa, a ergonomia faz diferença. Guitarras tradicionais sofrem com o "neck dive", onde o peso das tarrachas puxa o braço para o chão quando o músico solta o instrumento.

Modelos headless resolvem isso deslocando o peso para o corpo, mantendo a guitarra em uma posição de tocar perfeita, em um ângulo de 45 graus, sem esforço do ombro esquerdo.

A troca de cordas e a afinação também mudam. Em modelos headless, a afinação é feita na ponte, o que geralmente oferece uma precisão de ratio muito maior do que tarrachas comuns. Isso é vital para gravações de metal, onde a afinação precisa ser cirúrgica.

Além disso, a ausência de um nut (pestana) tradicional e a substituição por um "zero fret" (traste zero) em muitos modelos headless garante que a corda solta tenha o mesmo timbre de uma nota pressionada, criando uma consistência sonora valiosa para riffs pesados em corda aberta.

A Importância do Braço Duplo para Solos

O braço duplo no metal não é apenas uma extravagância visual. Ele serve a um propósito musical prático. Muitas composições de metal épico ou progressivo alternam entre introduções limpas, cristalinas, e seções de distorção brutal.

Um braço pode ser equipado com captadores de saída moderada ou configurado como 12 cordas para dedilhados ricos e etéreos, enquanto o segundo braço carrega humbuckers de cerâmica de alta saída para os solos e riffs principais.

Outra aplicação crítica é o uso de afinações alternativas. Você pode manter o braço inferior em afinação padrão (E Standard) para solos tradicionais e escalas conhecidas, e o braço superior em uma afinação aberta ou Drop C/Drop A para criar bases pesadas e texturas graves.

Isso expande o vocabulário do guitarrista no palco, permitindo cobrir o papel de dois músicos simultaneamente.

Ergonomia e Peso em Guitarras de Metal

Tocar metal exige resistência. Shows longos, movimentos bruscos de cabeça (headbanging) e postura agressiva cobram um preço do corpo do músico. O peso da guitarra é um fator determinante na fadiga.

Guitarras de Mogno sólido tradicionais podem pesar mais de 4kg. Os modelos analisados, especialmente os headless, reduzem drasticamente esse peso, permitindo maior liberdade de movimento.

  • Equilíbrio do Centro de Gravidade: Evita dores nas costas e ombros.
  • Acesso às Casas Agudas: O corte do corpo (cutaway) deve ser profundo.
  • Perfil do Braço: Perfis em 'C' fino ou 'D' plano favorecem a velocidade.
  • Posicionamento dos Potenciômetros: Devem estar fora do caminho da palhetada mas acessíveis para efeitos de volume.

Perguntas Frequentes

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